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O Som das Letras nasceu para partilhar a minha grande paixão pelos livros. Apesar de já se ter tornado um blog para reflexões pessoais, o fundamento da sua existência é o gosto pela literatura.
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Acho que já devem ter percebido que sou uma aficionada pelas obras que retratam a nossa história mais recente. Temáticas como a Ditatura, o 25 de Abril e o Pós 25 Abril fazem parte das minha mais recentes leituras e, como seria de esperar, Exilados de Manuel Arouca tinha de fazer parte da minha biblioteca.
A temática do Pós 25 de Abril está muito em vouga nos últimos tempos e muita coisa tem surgido nas livrarias - umas com mais qualidade do que outras. Apesar de um pouco romanceado, de fácil acesso e de leitura acessível, gostei de ler Exilados já que nos dá uma visão da outra fase da "revolução" que, por vezes, é esquecida ou conotada como os amigos do regime.
Manuel Arouca traz-nos a história dos exilados, dos muitos portugueses que se viram obrigados a abandonar os seus bens e o seu país com destino ao Brasil, depois de verem nacionalizados os seus negócios, as suas contas bancárias congeladas e as suas casas ocupadas, com a Revolução dos Cravos.
No Brasil encontraram um porto de abrigo, um país novo, com costumes diferentes, onde, do zero, tiveram de reconstruir as suas vidas.
Uma obra imperdível para quem leu Os Maias de Eça de Queiroz, Eça agora - Os Herdeiros de Os Maias, narra, num tom irónico e cortante a sociedade e os vícios do Portugal de agora que, vendo friamente, não mudou assim tanto comparativamente ao Portugal que Eça conheceu.
Escrito por 7 grandes escritores portugues - Alice Vieira, João Aguiar, José Fanha, José Jorge Letria, Luísa Beltrão, Mário Zambujal e Rosa Lobato Faria - é uma obra imperdível pelo seu tom satírico, pela brincadeira dos nomes de alguns personagens que nos levam a pessoas reais da nossa sociedade (o primeiro-ministro chama-se Platão), pela ironia tão característica de Eça.
SINOPSE: Tudo começou no Alegrete, palacete meio arruinado em que vive Afonso da Maia, avô de Carlos da Maia, jovem médico que se apaixona por Maria Hermengarda.
Fugindo dos ataques sensuais da Condessa de Varinho, Carlos da Maia deixa de lado a espampanante Lara Mendes, filha do riquíssimo Silvestre Ó Saraiva, construtor civil que fez a sua larga fortuna através de métodos muito pouco recomendáveis.
À volta de Carlos movimentam-se Damásio Malcede, o lisboeta novo-rico; João da Régua, o eterno futuro-ministro; o Palma Cavalito, director de A Trombeta do Demónio, e muitas outras personagens herdeiras dos famosos Maias que se movimentam freneticamente numa crónica de costumes ao gosto deste tempo prodigioso do replay e do fast-food. No meio deste enredo surge mesmo o espírito de Eça de Queiroz a pô alguma contenção a personagens e autores.
Sinopse: O David, um operacional acabado de integrar uma equipa do Grupo de Operações Especiais da PSP, é chamado para a sua primeira missão, o assalto a uma embaixada tomada por supostos terroristas. O plano é simples: beneficiar do efeito surpresa e conduzir uma acção ofensiva e rápida. Contudo, e sem que nada o faça prever, os acontecimentos tomam um rumo trágico e a missão desmorona-se perante os seus olhos.
Quatro anos depois, o David é visitado pelo familiar de uma das vítimas mortais do assalto, que lhe faz algumas revelações surpreendentes e lhe pede para procurar os assassinos do seu ente querido.
A bsca acaba por guiá-lo através de domínios inesperados e, resultante do contacto com outras personagens, o David é confrontado com o facto de que a humanidade está actualmente na fase mais perigosa da sua Evolução. Somos desenvolvidos o bastante para criar armas capazes de aniquilar um planeta, mas ainda somos animais o suficiente para as usar.
E eis que surge a grande questão: haverá uma forma de sermos salvos? Uma espécie de solução primária escrita nos nossos genes? A resposta a esta pergunta condu-lo a um tenebroso segredo assente numa descoberta feita nos anos 50 nos Açores, um arquipélago isolado no meio do Oceano Atlântico, e que tem o potencial de salvar o Homem ou de ser o gatilho para a sua destruição.
Através de uma série de reviravoltas empolgantes e do desvendar de enigmas cativantes, o David chega finalmente ao fim de uma jornada arrebatadora, culminando naquele que é um desfecho emocionate e imprevisível.
Numa viagem de avião a Cabo Verde, li e descobri a Solução Primária, a obra do meu conterrâneo Hélder Medeiros.
O Hélder é já alguém bastante conhecido pelos seus hilariantes vídeos, como por exemplo a série "E se tivesse sido feito nos Açores" e já anda a dar cartas na literatura açoreana. Recomendo a visita ao seu blogue onde poderão ficar a saber mais sobre o comediante, o escritor e o homem - www.helfimed.blogspot.com
Quando souve que Luís Sepúlveda iria estar na Feira do Livro de Lisboa nem pensei duas vezes. Era a oportunidade única de estar frente a frente com um nome internacionalmente conhecido da literatura.
Ao chegar à Feira do Livro e ao stand da Porto Editora fiquei na dúvida qual seria a obra que iria comprar para ser autografada por Sepulveda. Optei pela sua última obra - A sombra do que fomos - Prémio Primavera de Romance 2009.
Não posso criticar um nome tão grande e consagrado como Sepulveda mas a obra é demasiadamente à esquerda para mim! Pela capa já chegamos lá, certo?
Conversas de Escritores, o livro pós-programa, vem mostrar o que ficou por detrás das câmaras. É, sem dúvida, uma excelente forma de conhecermos melhor os escritores que por lá passaram.
Dan Brown, Miguel Sousa Tavares, Paulo Coelho, Isabel Allende, José Saramago, Ian McEwan, Gunter Grass, Sveva Casati Mogignani, Luís Sepúlveda, Jeffrey Archer - são os nomes dos entrevistados. Um leque variado, para todos os gostos literários.
Sou um antigo amigo da carol o picoence perdi o co...
Olá.É verdade. Os Açores são de uma magia única. S...
É realmente fabuloso..só quem nunca esteve nas mág...
http://numadeletra.com/36007.html
ADOREI O LIVROOOOOO !